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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Reciclando "Burtonicamente"


Trabalho realizado para a disciplina de Cinema e Vídeo em 04/11/2011. Publicado no blog Cinecomunica


O nomeado diretor Tim Burton remontou duas grandes histórias do cinema na última década: “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005) e “Alice no País das Maravilhas” (2010), esse usufruindo da tecnologia 3D, para passar uma viagem ainda maior ao público. Nas duas remontagens podemos encontrar a  típica característica de Burton ao produzir e dirigir seus filmes: O Expressionismo.

Primeiro analisando a refilmagem de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005), que foi filmado por Mel Stuart, em 1971. É um filme que leva o público a viver 100% de ilusão, faz com que você saia completamente de um princípio de realidade e entre no princípio do prazer, como diria Freud em sua equação. Algo inexplicável. Uma viagem permitida quase que exclusivamente com os filmes de Tim Burton.


Sem abandonar o seu cenário gótico, Burton investe em cores para levar essa ilusão ao público, apesar de que também usufrui de um cenário pálido para demonstrar a pobreza vivida pelo garoto Charlie, fazendo, portanto um jogo com quem assiste ao filme. O uso de cores fortes para caracterizar a fábrica de Willy Wonka serve justamente para que o público não pense que aquilo possa ser realidade, e já coloque aquilo como pura fantasia.

Burton faz questão de destacar ainda mais a pobreza da família Bucket, se comparado à filmagem de Mel Stuart em 1971. O objetivo é incomodar um pouco mais o público e mostrar a realidade operária, apresentando também um contraste com a família Salt, do capitalista James Salt, dono da fábrica, com a sua filha Veruca Salt que vive uma realidade bem diferente de Charlie.


A Fantástica Fábrica de Chocolate


Já em “Alice no País das Maravilhas” (2005), Burton recria um grande clássico da Disney. Sem dúvidas foi mais um grande desafio para o diretor, afinal pela primeira vez regrava algo que encantou as crianças há tempos atrás. E com o seu típico cenário gótico-criativo grava Alice e alcança um grande sucesso.


Na imagem acima, conseguimos ver como é esplêndido o expressionismo utilizado por Burton para mostrar o sonho da menina Alice. E mais uma vez, como utilizado em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, usufrui do imaginário do público, sem chances de se pensar de que tudo aquilo possa realmente acontecer na realidade.


A maquiagem utilizada pelo diretor também reforça o expressionismo típico do diretor. Nessa fotografia do Chapeleiro Maluco (Johnny Deep), conseguimos ver o contraste que o diretor consegue apresentar entre maquiagem e cenário, utilizando um fundo pálido e sem cor, e uma maquiagem extremamente viva em cores.

Quando Alice (Mia Wasikowska) cai no buraco atrás do coelho, todos nós caímos juntos com ela e vivenciamos cada parte, como se realmente fosse um sonho nosso, pois nos foi permitido viver o nosso país das maravilhas. Persistindo a ideia de Burton de nos fazer a cada filme vivenciar algo inexplicável e diferencial de tudo o que já foi vivido.

Alice no País das Maravilhas


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Batman, ao estilo Burton de cinema

Trabalho realizado para a disciplina de Cinema e Vídeo em 03/11/2011. Publicado no blog Cinecomunica



Batman (1989). Filme que consagrou o então pouco conhecido diretor Tim Burton. Conseguiu fazer com que muitos críticos e fãs dos quadrinhos se calassem das críticas feitas anterior ao lançamento do filme. Vários fatores foram determinantes para o público questionar, como o grande medo do filme ser uma adaptação do seriado de TV, considerado péssimo, para o cinema e a escolha de Michael Keaton para interpretar o personagem principal, já que o ator era conhecido por comédias.

Burton deu a sua pitadinha personalizada e típica ao reescrever a história, realizando algumas alterações no roteiro visando deixar o Batman com maior profundeza psicológica, como o próprio diretor disse. O desafio era imenso, afinal Burton tinha que apresentar um filme fiel aos quadrinhos e ainda adaptado ao seu estilo.

O longa-metragem obteve um sucesso esplêndido e foi o primeiro da história de Hollywood a produzir lucro com merchandising, pessoas chegando ao cinema vestidas com a blusa do filme, o que chocou os produtores , além de conseguir um lucro de 251 milhões de dólares (Sete vezes maior do que foi gasto para produzi-lo – US$35 milhões).

A cidade de Gotham City foi absolutamente caracterizada por Tim Burton a seu jeito de ver. Ambientes góticos e escuros, além de uma caracterização de Nova Iorque dos anos 40 misturado com um clima londrino, passando o expressionismo caracterizado pelo diretor, o que ele passa em todos os seus filmes de forma explícita.


Em 1992, Tim Burton dirigiu o segundo filme da saga, Batman: O retorno (Batman returns), apresentando Michael Keaton mais uma vez no papel principal. Com o mesmo cenário escuro e gótico, concorreu a dois oscars em 1993, melhores efeitos visuais e melhor maquiagem, pontos característicos do modo de fazer cinema de Tim Burton.

Já em 1995, foi lançado o último filme da saga (Batman Forever) com participação de Tim Burton, porém desta vez não como diretor, que foi Joel Schumacher, mas agora como produtor, e com a substituição o papel principal que ficou com o ator Val Kilmer no lugar de Michael Keaton. A saga continuou com o filme “Batman & Robin” em 1997, porém sem Tim Burton.

Batman (1989): 


Batman Returns (1992): 






domingo, 23 de outubro de 2011

Eleições do DCE PUC Minas param na justiça

Matéria realizada em 30/05/2010, para a disciplina de Introdução ao Jornalismo, professora Maria Líbia - 1º período. Auxílio do colega Enrico Bruno.

Concorrências a parte, as eleições para o DCE (Diretório Central Estudantil) deste ano causaram polêmicas significativas.As chamadas eleições do DCE, ocorreram nos dias 26 e 27 de maio, na Pontifícia Universidade Católica, PUC Minas, em Belo Horizonte. As duas chapas que disputaríam o comando do diretório foram “A voz dos estudantes II” e “Não vou me adaptar”. O que parecia ter, a princípio, ares de tranquilidade, tomou trágicas consequências envolvendo protestos, discussões e até mesmo o poder judiciário.
            Cabe a uma junta, formada por cinco pessoas eleitas pelos diretórios acadêmicos da universidade, a responsabilidade de ditar as regras, a partir do Estatuto do DCE, e comandar as eleições, divulgando-a e apresentando editais sobre as mesmas, para que haja então, a chapa vencedora. O processo das eleições está, momentâneamente confuso, já que após uma suposta reeleição da chapa A voz dos estudantes II, a chapa da oposição está tentando anular o processo eleitoral devido a irregularidades.
Caio Nárcio Rodrigues, atual presidente do diretório estudantil, alega que a chapa da oposição está tentando cancelar o atual resultado com o intuito de confundir os alunos da universidade, para que a votação possa ser refeita. O presidente ainda afirma que, segundo a junta eleitoral, só havia uma chapa adequada a disputar as eleições (A voz dos estudantes II). Quanto a outra (Não vou me adaptar), esta não  teria cumprido as regras impostas. Segundo outro entrevistado e funcionário do DCE, Michel Tuler, relata que “houve demora na entrega de fichas por parte da chapa da oposição”. Este teria sido um dos motivos que desrespeitou as regras, impossibilitando a disputa das eleições por parte da chapa “Não vou me adaptar”. Tuler também afirma que “os integrantes das chapas concorrentes têm conhecimento do processo e das regras. As regras são as mesmas, sempre a partir do Estatuto do DCE”.
Felipe Canêdo, um dos articuladores e criadores da chapa “Não vou me adaptar”, disse que a exclusão da chapa do processo eleitoral foi injusta. “A junta alegou que não tínhamos escrito o nome da chapa em 65 fichas de inscrição nossas. O grande problema é que em nenhum lugar estava prevista essa “regra”, que foi inventada na hora da inscrição. Além do mais, a junta não fez Regimento Eleitoral, o que inviabilizou a eleição. Segundo o estatuto do DCE esse Regimento deveria ser aprovado pelo Conselho de C.As/D.As, mas isso nunca aconteceu. Por todos esses motivos tenho convicção de que não foi justa a impugnação da nossa chapa.”. O universitário diz ainda que mesmo com um mandado judicial impedindo a ocorrência das eleições nas datas previstas, essas ocorreram. A advogada Maria Neusa Gomes, 48, diz que “foi ajuizada uma ação para que a chapa excluída irregularmente fosse incluída para participar da eleição, sendo que nesta ação houve pedido de medida liminar para suspender imediatamente a realização da eleição irregular, mas não houve cumprimento da ordem judicial e as eleições foram realizadas, o que constitui ato atentatório ao exercício da jurisdição, além de afrontar os princípios constitucionais da legalidade e moralidade.”. A advogada ainda afirma que a chapa de oposição pode solicitar a declaração de nulidade da eleição que ocorreu de forma irregular e que a multa (de acordo com o juiz Marco Antônio Feital Leite, responsável pelo processo, pode chegar a vinte mil reais) poderá ser cobrada.
A advogada Josiane Queiroz, 31, se baseia no Código Processual Civil para fornecer o seu discurso: “caberá a chapa da oposição requerer ao  Juiz o cumprimento da Sentença, nos termos do art. 461 (Art. 461- Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, o Juiz concederá a tutela especifica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.), por tratar-se de descumprimento de obrigação de não fazer, e imposição da multa.

Programa "Em caráter experimental" - Pela Rádio UFMG Educativa

Em 09/06/2010, realizei ao lado de Gabriel Gama, a apresentação do programa "Em caráter experimental" pela rádio UFMG Educativa (104,5 FM). Convite realizado pelo editor-chefe da rádio Cleiber Pacífico, que ministrou um mini-curso para os alunos do 1º período de Jornalismo da PUC Minas sobre "O som e o sentido da palavra falada".

Segue abaixo o programa na íntegra em 4 partes.





Carlos Nunes fala sobre teatro para o Jornalismo da PUC Minas

Matéria realizada para a disciplina de Cibercultura, professora Daniela Serra, no dia 23/09/2011. 
Junto ao colega Enrico Bruno, para o blog Prosas Gerais

Professor Ronaldo Boschi e seu convidado Carlos Nunes


“Meu nome é Carlos Pinto Nunes, mas pode me chamar de Carlos Nunes porque o "Pinto" já tem muito tempo que eu não uso. O que acontece é que meu pai se chama José Nunes Mourão, e minha mãe, Iolanda Alves de Almeida. Então, de onde tiraram o "Pinto" para colocar em mim eu não sei. Daí descobri que o “Pinto" era do meu avô, mas vê lá se um "Pinto" de avô, velho, murcho, caído...?" 


Conhecido por famosas peças teatrais em Belo Horizonte, como “Pérolas do Tejo” e “Como sobreviver em festas e recepções com Buffet escasso”, o ator Carlos Nunes esteve presente no evento “13 recebe” que aconteceu no último dia 21 para conversar sobre teatro e jornalismo com alunos do 1º período do curso.

Os alunos chegaram a uma discussão e concluíram que o teatro, assim como qualquer manifestação cultural, é, atualmente, desvalorizado em nosso país, e que está, geralmente, associada a poucos personagens conhecidos no país. O encontro contribuiu para uma nova reflexão e mudança de postura e opinião dos alunos sobre a cultura brasileira.
Livia Lira, do 1º período de Jornalismo, destacou a humildade do ator e a confiança passada durante o bate-papo para quem ainda está começando na universidade. “Quando o Carlinhos falou que o ator é muito carente, ele mexeu comigo. Ele falou para cada pessoa, em individual, independente do tamanho do público. Consegui entender bem o que ele dizia, pois já fiz alguns trabalhos como atriz e sei bem como é isso”.
Ronaldo Boschi, quem planejou a idéia de levar Carlinhos à Puc, lembrou que a visita do ator superou suas expectativas, pois ele despertou o interesse em futuros jornalistas que, de acordo com o professor, possuem poucos conhecimentos sobre o assunto. ”Chamei o Carlinhos por que ele é um grande amigo meu, e acho que ele é a melhor pessoa para falar sobre Teatro para o jornalismo em Belo Horizonte”.
Carlos Nunes destacou a importancia do encontro para proporcionar uma nova visão cultural aos universitários.“Pretendo ter ajudado a mudar a percepção do jornalismo a respeito do teatro, que hoje é abordado de maneira desvalorizada e preconceituosa”.
Para conhecer mais o trabalho de Carlos Nunes, como outras peças, participações na TV e prêmios, visite o site oficial do ator.
O ator estará em cartaz com a sua peça mais recente "Comi uma galinha e tô pagando o pato", do próximo dia 30 de setembro até o dia 02 de outubro, no Teatro Alterosa em Belo Horizonte. Sexta e sábado às 21h, e domingo às 19h.

Segue abaixo trechos dos principais trabalhos de Carlos Nunes:

sábado, 22 de outubro de 2011

Radiojornal - Política


Radiojornal realizado para a disciplina de Radiojornalismo com a temática Política, no dia 19/10/2011.

Apresentação: Guilherme Amâncio
Equipe Técnica: Fábio França e César Mesquita
Coordenação: Getúlio Neuremberg
Produção: Enrico Bruno, Gabriel Gama, Guilherme Pedrosa, Júlia Almeida e Thiéres Rabelo

Radiojornal - Cidade

Radiojornal realizado para a disciplina de Radiojornalismo com a temática Cidade, no dia 28/09/2011.

Apresentação: Guilherme Amâncio e Thiéres Rabelo
Equipe Técnica: Fábio França e César Mesquita
Coordenação: Getúlio Neuremberg
Produção: Enrico Bruno, Gabriel Gama, Guilherme Pedrosa e Júlia Almeida